Neste Outubro Rosa, o Ponto Vôlei ganha uma nova cara: o laranja dá lugar ao rosa em uma edição especial do app. A mudança é um gesto de apoio às mulheres e um convite para conversar sobre saúde, cuidado e acolhimento dentro e fora das quadras.
No vôlei, ninguém joga sozinho. E, quando o assunto é câncer de mama, informação e apoio também podem fazer parte do time.
O câncer de mama acontece quando células da mama crescem de forma desordenada e podem formar um tumor. É o tipo de câncer mais comum entre as mulheres. O risco aumenta com a idade, mas a doença pode aparecer em diferentes fases da vida. Em casos raros, também pode atingir homens.
Não existe uma causa única. Histórico familiar e alterações genéticas podem aumentar o risco, mas muitas mulheres diagnosticadas não têm casos conhecidos na família. Outros fatores associados incluem consumo de bebidas alcoólicas, inatividade física, excesso de peso, especialmente após a menopausa, e fatores hormonais e reprodutivos.
Ter um fator de risco não significa que a pessoa terá câncer. E não ter fatores conhecidos não elimina a possibilidade da doença. Por isso, vale conhecer os sinais e saber onde buscar orientação.
Um nódulo endurecido, fixo ou que cresce merece avaliação. Também é importante observar mudanças no formato da mama ou do mamilo, retração ou vermelhidão da pele, aspecto de casca de laranja, secreção espontânea com sangue por um dos mamilos ou caroços na axila.
Muitas alterações têm causas benignas, mas só uma avaliação de saúde pode investigar o que está acontecendo. Se notar algo diferente, procure uma unidade de saúde, qualquer que seja sua idade. Não espere chegar à idade de fazer mamografia de rotina.
O INCA orienta que a mulher conheça as próprias mamas e perceba mudanças no cotidiano. Não é necessário seguir uma técnica rígida ou um calendário de autoexame. Essa atenção ajuda a reconhecer alterações, mas não substitui a avaliação profissional.
No esporte, apoiar alguém não significa tentar diagnosticar ou dar respostas que só um profissional pode dar. Às vezes, apoio é ouvir sem julgar, compartilhar informação confiável ou acompanhar uma colega que decidiu procurar atendimento.
Essa atitude combina com o que faz um bom time: respeito, parceria e atenção às pessoas dentro e fora da quadra. Uma conversa acolhedora pode ajudar alguém a se sentir mais à vontade para falar sobre uma preocupação e buscar orientação.
Para mulheres sem sinais ou sintomas e sem indicação de acompanhamento individualizado por alto risco, a recomendação atual do Ministério da Saúde para o rastreamento pelo SUS é fazer mamografia a cada dois anos, dos 50 aos 74 anos.
Mulheres de 40 a 49 anos e acima de 74 também podem solicitar o exame pelo SUS, depois de conversar com um profissional de saúde sobre benefícios e possíveis riscos. Quem tem histórico familiar importante ou outro fator de alto risco pode precisar de uma orientação específica.
A mamografia de rastreamento é destinada a quem não apresenta sinais suspeitos. Se houver alguma alteração, a investigação deve acontecer sem esperar pela faixa etária de rastreamento. A mamografia não impede o câncer de aparecer, mas pode encontrar alterações antes de surgirem sintomas. Conforme o caso, o diagnóstico pode envolver avaliação clínica, exames de imagem e biópsia.
A atividade física regular está associada à redução do risco de alguns tipos de câncer, incluindo o de mama. O vôlei pode ser uma forma de manter o corpo em movimento, criar uma rotina de atividade e fortalecer vínculos com outras pessoas.
Isso não quer dizer que jogar vôlei, por si só, previna o câncer ou substitua consultas e exames. O cuidado também pode incluir buscar uma alimentação equilibrada, manter um peso corporal adequado, evitar bebidas alcoólicas e conversar com um profissional sobre terapias hormonais. Amamentar, quando possível e desejado, também pode contribuir para reduzir o risco.
Nenhuma dessas medidas garante que a doença não aparecerá. Prevenção é reduzir riscos, não atribuir culpa a quem recebe um diagnóstico.
Durante o mês, a edição especial do app troca o laranja pelo rosa para apoiar as mulheres e dar visibilidade ao Outubro Rosa. É uma mudança visual que reconhece as atletas, treinadoras, árbitras, organizadoras e torcedoras que fazem parte do vôlei.
A cor também abre espaço para uma conversa importante. Informação, atenção aos sinais e acesso a profissionais de saúde continuam sendo fundamentais. Neste Outubro Rosa, que a parceria da quadra também apareça no cuidado com quem faz parte do time.